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Valter Cichini

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Cichini

Textos, fotos e um pouco mais de mim.
November 08

Seja o Golfinho

Buscamos sempre uma forma de entender as relações humanas e a partir desse entendimento melhorar nossa convivência com aqueles que nos cercam no dia-a-dia.

Para dar luz a esse assunto fomos buscar inspiração na natureza e, talvez por ironia do destino, encontremos a inspiração justamente nas águas; afinal, sua simbologia relacionada a sentimentos e emoções é bem popular. Encontramos nesse ambiente três animais bem conhecidos por nós: o tubarão, a carpa e o golfinho, que se encaixaram muito bem nessa questão das relações humanas e deram origem à chamada Estratégia do Golfinho.

Ao pensarmos em um tubarão logo imaginamos um animal voraz, agressivo que mostra suas presas afiadas e parte para cima da sua vítima sem piedade, seguindo apenas o seu instinto. Esse comportamento é bem semelhante ao de executivos ou profissionais altamente competitivos, assim como outras pessoas também.

Continuando essa analogia entre essa imagem do tubarão e o comportamento humano, identificaremos algumas outras características que nos são familiares. Aquele que vive o seu momento tubarão costuma tentar impor sua vontade sobre a dos outros a todo custo, seja por intimidação, exercício de poder, dissimulação e manipulação, agressividade ou qualquer outra forma de imposição. Note que, nesses casos, não se ouve o outro lado da história, não há um diálogo e sim uma imposição de suas vontades e sentimentos perante o outro.

Para conseguir seu intento nessa imposição, o tubarão pode usar mecanismos que vão desde mostrar claramente suas presas até métodos mais sofisticados, onde suas presas ficam escondidas, mas no momento certo ferem com destreza. O indivíduo tubarão acredita piamente que para ele conseguir algo, alguém tem que perder.

Já quando observamos a carpa temos a situação oposta à do tubarão: ela demonstra medo, se escondendo pelos cantos. Ao realizarmos a ligação com os comportamentos humanos teremos pessoas que são inseguras, que não sabem dizer não, são resignadas, conformistas com a vida e chegam ao ponto de encontrar explicações bonitas, como atuação do carma, para justificar seus fracassos. Uma pessoa com comportamento carpa muito acentuado acaba tendo propensão a desenvolver depressão.

É importante ressaltar que o tubarão também se fere assim como a carpa se defende, cada um dentro do seu contexto de comportamento. Outra coisa importante a frisar é que uma pessoa carpa em um relacionamento, pode ser tubarão em outro. Dessa forma todos podem ter seus momentos carpa e tubarão.

No relacionamento de carpa-tubarão podemos imaginar rapidamente que o tubarão vai levar a melhor sempre, mas olhando essas relações com cuidado perceberemos que a carpa pode, mesmo estando “escondida”, se defender e com isso acaba ferindo o tubarão sem que ele descubra de onde veio o ataque.

Nesse momento surge a grande dúvida: Qual caminho seguir? E a natureza sabiamente coloca à nossa frente o golfinho. Esse doce mamífero nos transmite criatividade, elegância, flexibilidade, inteligência, mas se precisar enfrentar um tubarão ele se mostra rápido e eficiente. No mar o tubarão que se atrever enfrentar um golfinho fatalmente morrerá.

Assim como os golfinhos que sabem trilhar o caminho do meio com inteligência, elegância e flexibilidade, podemos pautar nossas vidas nesse sábio exemplo.

Sejamos o golfinho.

Paz e Luz.

Valter Cichini Jr.
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June 16

Os obstáculos da Projeção Astral

Sempre que alguém se envolve com o estudo da projeção astral de imediato vislumbra um leque de opções extremamente fascinantes. O novo adepto aos estudos projetivos consulta sites na internet, compra livros relativos ao assunto, se inscreve em grupos de discussão e devora tudo o mais que encontrar pelo caminho sobre o assunto; entretanto, ao realizar as práticas que aprendeu durante sua jornada de pesquisa, se depara com algumas dificuldades para concretizar seu intento.

Entre essas dificuldades podemos citar a ansiedade de conseguir uma saída; essa ansiedade acelera os batimentos cardíacos e conseqüentemente aumenta o metabolismo, o que prejudica qualquer relaxamento; ainda contribuindo com o aumento do metabolismo temos a ingestão de alimentos pesados à noite, próximo à hora de dormir, tais como chocolates, nozes, cafeína, guaraná, estimulantes, energéticos calóricos, entre outros.

Outro elemento que pode interferir contribuindo com essa dificuldade é a postura na hora de dormir. Se dormirmos com o rosto enterrado no travesseiro temos a tendência de “apagar” e isso dificulta a rememoração do fenômeno. Uma situação que também prejudica a rememoração é dormir com a cabeça coberta; isso faz com que sua respiração não seja oxigenada adequadamente e conseqüentemente haverá uma interferência na rememoração.

O cérebro acaba sendo outro componente que prejudica a lembrança das experiências projetivas, pois ao regressarmos de uma, ele recebe esses dados, faz uma análise de todas as informações que estão vindo, julga o conteúdo e aí codifica a história de uma maneira que considere coerente. Por esse motivo se aconselha ler sobre o assunto antes de se deitar, ensinando para o cérebro que esse tipo de atividade é normal, minimizando assim essa adaptação do ocorrido.

Um dos maiores inimigos do projetor, senão o maior, é o medo. Você pode estudar o assunto, se dedicar às práticas, seguir todas as dicas e orientações que aprendeu e tudo mais, mas se ficar com medo durante o processo terá sérias dificuldades. Neste caso a primeira coisa a fazer é identificar o que causa o medo. Será medo do desconhecido? Medo de ver algo desagradável? Medo de encontrar um espírito ruim? Seja qual for o medo, é necessário identificá-lo e trabalhar esse aspecto para poder continuar o desenvolvimento nesta arte tão fascinante.

Sempre vale a pena lembrar que essas questões não podem ser generalizadas; quando é dito que um alimento pesado prejudica a projeção, estou falando da média da população e não de todos os casos. É claro que existem aqueles que podem comer uma feijoada, ir deitar e se lembrar integralmente das experiências projetivas, mas o texto procura esclarecer pela média da população.

Aproveite essas experiências para aprender e crescer, ampliando seus horizontes e se tornando um ser humano melhor, pois se não puder se desenvolver com isso é melhor direcionar suas forças para algo que o faça.

Paz e Luz.


Valter Cichini Jr.
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Projeção Astral e Função Compensação

Projeção astral ou projeção da consciência é a capacidade que todo ser humano tem de projetar sua consciência para fora do corpo físico. Esse fenômeno tem vários nomes, dependendo da corrente de pensamento que o mencione. Podemos citar como exemplos: Viagem Astral (Esoterismo); Projeção Astral (Teosofia); Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia); Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma (Espiritismo); Viagem da Alma (Eckancar); Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional (Rosacruz); Projeção da Consciência (Projeciologia); entre outros.

Desde a antigüidade que a "Experiência Fora do Corpo" é um fato envolvendo técnicas nítidas de cunho científico. Porém, devido ao desconhecimento do assunto, grupos geraram fantasias sobre os supostos perigos que envolveriam o processo. Desse desconhecimento advieram reservas e idéias errôneas, ficando o assunto restrito a uma minoria com pseudocontrole e domínio de suas técnicas e conseqüências. Hoje esse assunto está mais acessível e difundido; existem vários livros abordando o tema, diversas palestras esclarecedoras realizadas por pessoas sérias, além de inúmeros sites na Internet tratando o assunto de maneira madura e coerente.

O desenvolvimento desta técnica nos traz uma série de benefícios: desenvolvimento de uma maior consciência; comprovação pessoal da imortalidade; acelerado desenvolvimento pessoal; diminuição do medo da morte; aumento das faculdades psíquicas; busca por respostas; percepções sobre a morte; expansão da Espiritualidade; encontro com seres de luz (sejam eles anjos, amparadores, Eu Superior, mestres pessoais ou qualquer outro nome que deseje utilizar) e obtenção de respostas íntimas, entre outros.

Dentro de todo esse contexto existe uma situação em especial que gostaria de abordar. São casos que as pessoas classificam como projeção astral mas, na verdade, acabam sendo mais um recado do seu inconsciente numa utilização do que chamamos de função compensação.

O que vem a ser exatamente essa tal de "Função Compensação"? Em linhas gerais é uma forma que o inconsciente encontra para compensar ou equilibrar determinada circunstância na vida da pessoa.

Por exemplo: uma pessoa que trata alguém muito mal, tentando rebaixá-lo sempre, pode ter uma “projeção astral” em que o alvo do desprezo é alguém extremamente importante. Dessa forma o inconsciente compensa sua atitude de desprezo mostrando-o como alguém muito importante.

Um outro exemplo de compensação ainda mais importante é quando nos projetamos como alguém muito importante com certa constância - somos sacerdotes, reis, cavaleiros e assim por diante - e temos, na realidade, uma vida medíocre que não nos agrada em nada. Não vamos generalizar dizendo que todo mundo que se projeta como alguém importante tem uma vida medíocre, esse não é um bom caminho, mas o que eu questionaria nesse momento é: você costuma realizar projeções astrais como alguém importante? Caso sua resposta seja afirmativa dê uma olhada na sua vida de hoje e verifique se não está se sentindo medíocre. Isso pode ser seu inconsciente tentando equilibrar sua vida.

É necessário ter discernimento nesse tipo de observação e ter em mente que para sair bem do corpo, com lucidez e autocontrole, é importante viver bem dentro dele. Viva suas experiências, crescendo e aprendendo com cada uma, utilizando-se do discernimento para analisá-las e com isso se torne um ser humano melhor. Esse é o objeto de qualquer caminho sério que você escolha seguir.

Paz e Luz.

 
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Terapia de Flutuação

A Terapia de Flutuação é algo novo no Brasil. Entretanto, já tem sua idéia desenvolvida desde o princípio dos anos 50. Os especialistas em neurofisiologia acreditavam que privando o cérebro de quase todos os estímulos físicos, este adormecia. Por essa época, o Dr. John C. Lilly, neurofisiologista e psicanalista, interessado na origem da atividade consciente do cérebro, se propôs a investigar sobre estas hipóteses enquanto trabalhava a cargo da armada "National Institute of Mental Health" de Bethesda, Maryland.

Para conseguir as condições experimentais que lhe permitiriam registrar o estado cerebral desejado era necessário suprimir a estimulação sensorial a um nível mínimo. Para isso desenvolveu o que hoje se conhece por tanque de flutuação: um ambiente livre de estímulos que se aproximou ao máximo possível deste ideal. No tanque ele podia relaxar a mente, entretanto, a consciência estava ativa. Descobriu que sem a presença de estímulos externos começou a responder a estímulos desconhecidos gerando uma nova realidade. O ambiente conduzia a uma liberação da psique de sua dependência física, produzindo uma sensação ou estado semelhante ao da meditação. Este fato, junto à normal realização física e psíquica provocada pelas características desse experimento, fazia com que ao seu término o usuário se sentisse relaxado, tranqüilo e com uma força interior maior que a conseguida com outras técnicas de relaxamento.

Seus efeitos foram investigados e documentados em Stanford, Harvard, Yale, assim como em outras inúmeras universidades, hospitais e instalações de treinamento esportivo por todo o mundo. Durante os últimos vinte anos foram estudados tais efeitos sistematicamente, aplicando-se na área da saúde, medicina, treinamento físico, educação e outras.

A desestimulação súbita de grandes áreas do sistema nervoso dispara uma reação em cadeia espontânea para todo o corpo, conhecida como resposta parassimpática. A tensão muscular, a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e o consumo de oxigênio baixam. A química inteira do corpo muda: os vasos sanguíneos se dilatam, melhorando a eficácia cardiovascular e aumentando o suporte de oxigênio e nutrientes a cada célula do corpo. Isso se conhece por efeito vasodilatador, sendo por isso recomendado durante tratamentos anticelulíticos, de redução de medidas e estéticos em geral, por promover uma drenagem linfática natural. As endorfinas que são literalmente a essência do prazer, são liberadas ao flutuar e criam sensações intensas de bem estar. Aliviam a fadiga e as dores crônicas e melhoram muitas das funções do cérebro, como a memória e a aprendizagem.

Durante a flutuação, as toxinas relacionadas com a tensão são eliminadas da corrente sanguínea e substituídas por endorfinas benéficas. Sabe-se que níveis altos de cortisol e ACTH debilitam o sistema imunológico do corpo e criam sentimentos de depressão, enquanto os níveis baixos estão associados a sentimentos de domínio e confiança. Essas mudanças bioquímicas ocorrem de maneira natural e espontânea, como produtos secundários da relação sensorial profunda. Não requer treinamento e técnicas especiais: a pessoa simplesmente se deita e permite que se suceda.

As pessoas que levam estilos de vida exigentes correm o risco de desenvolver hipertensão. Essa enfermidade manifesta-se amplamente em forma de derrames cerebrais, ataques cardíacos e arteriosclerose. A flutuação pode produzir uma redução da pressão sangüínea e ritmo cardíaco e flutuar regularmente pode ajudar a ter uma boa saúde.

Os benefícios conhecidos propiciados pela flutuação são:
- A intensificação da sensibilidade de todos os sentidos;
- Uma hora de flutuação equivale ao descanso de três a sete horas de sono profundo;
- Acelera a cicatrização, reduzindo o perigo de infecção;
- Aumenta a auto-estima e a produção de endorfinas;
- Elimina toxinas;
- Reduz a necessidade de medicação;
- Ativa a recuperação e reabilitação muscular;
- Diminui a dor em artrites, enxaquecas e lesões em geral;
- Melhora a circulação e distribuição de oxigênio e nutrientes;
- Reduz a pressão sangüínea, a pulsação e o consumo de oxigênio;
- Acelera o processo de aprendizagem;
- Melhora o sono;
- Diminui a tensão dos músculos;
- Aumenta a flexibilidade dos movimentos;
- Reduz os níveis de adrenalina causados pelo stress;
- Consolida o sistema imunológico, aliviando a dor e acelerando o processo de cura;
- Restabelece o equilíbrio metabólico do corpo;
- Eleva o humor;
- Permite o acesso aos estados profundos da consciência;
- Produz o sentido de totalidade, integridade.

Alguns jogadores da NBA e também atores famosos como Robin Williams, Kirk Douglas e o músico Peter Gabriel a utilizam constantemente visando aproveitar todos os benefícios que a Terapia de Flutuação lhes oferece.

Paz e Luz

Valter Cichini Jr.
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Superando medos e traumas

Quem nunca se sentiu impotente diante de uma situação que foge completamente ao controle ou ficou com algo desagradável guardado a sete chaves em seu íntimo?

Os medos e traumas são dois dos grandes vilões que acompanham nossa caminhada, criando diversos obstáculos no desenvolvimento. Quando falamos de medo neste contexto não falamos do medo sadio e necessário de preservação mas, sim, daquele medo que se torna um incômodo na nossa vida.

Para trabalhar estes pontos que nos causam tanto desconforto existe uma técnica eficaz que, se aplicada corretamente, pode surtir efeitos formidáveis. Esta se baseia na visualização criativa que já foi descrita de uma maneira prática e simples. Para aplicá-la consulte o artigo
“Desenvolvendo a Visualização Criativa”.

O primeiro passo para qualquer técnica que desenvolva a visualização é preparar o ambiente em si. Um lugar tranqüilo e confortável onde você não seja importunado durante a prática, são requisitos básicos e importantíssimos. Outra coisa que pode ser utilizada com grandes resultados é uma música suave e agradável.

Com o ambiente preparado, o passo seguinte é obter o relaxamento físico. Posicione-se de maneira confortável, feche os olhos e simplesmente respire calma e tranqüilamente por algum tempo, se desligando do ambiente ao seu redor e voltando toda a sua percepção para o seu corpo, sentindo a repercussão desse respirar em cada uma das partes do organismo. Atingido o estado de relaxamento desejado, passe à fase seguinte que consiste em enfrentar o problema propriamente dito. Imagine-se na situação causadora de tanto medo ou que incomode profundamente. Caso o medo ou o incômodo seja muito grande, utilize a dissociação, ou seja, visualize a situação em terceira pessoa, como se tudo estivesse acontecendo com alguém, facilitando assim essa parte da técnica.

Diante do perigo crie coragem para superar aquela situação, para enfrentá-la de cabeça erguida. Lembre-se que coragem aqui não é a ausência de medo e sim maturidade para lidar com algo adverso. Perigo à frente e coragem estabelecida, chegou a grande hora da tão desejada vitória de sentir o prazer de enfrentar e superar os obstáculos de maneira gloriosa e extremamente gratificante. Saboreie cada detalhe desse triunfo, deguste a satisfação de ter conseguido, se inebrie com a alegria dos que vencem suas barreiras.

Após o êxtase dos que estão com os louros da vitória, chegou a hora da paz reconfortante e apaziguadora; visualize uma paisagem calma e tranqüila, um lago, um belo bosque, os passarinhos cantando, o sol no rosto, a brisa suave e assim por diante; entre em sintonia com a paz e a tranqüilidade do ambiente, seja parte dessa paz e tranqüilidade e finalize a vivência guardando consigo toda essa serenidade.

Realizando essa técnica diariamente de maneira adequada, no prazo aproximado de trinta dias, você terá resultados surpreendentes, suplantando esses obstáculos que tanto impedem o caminhar e crescimento de cada um de nós.

Paz e Luz.

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December 09

Desenvolvendo a Visualização Criativa

Uma ferramenta muito utilizada e conhecida por todos aqueles que participam, participaram ou conhecem os grupos de meditação é a famosa Visualização Criativa. Hoje essa técnica é tão importante que existem grupos estudando sua eficiência até no auxílio do tratamento ao câncer.

Participando de grupos de meditação há alguns anos, fica muito evidente a dificuldade enfrentada por algumas pessoas que se dispõem a realizar essas técnicas; em geral elas têm grande dificuldade em visualizar as imagens solicitadas pela voz que está conduzindo o trabalho. O que muitos desconhecem é que existe uma técnica bastante simples para desenvolver e aprimorar essa capacidade que todos nós temos.

O primeiro passo é olhar e reter uma imagem. O processo consiste em olhar para um objeto tentando reter o máximo de detalhes pelo período de um minuto, em seguida fechar os olhos e visualizar o objeto com todos os seus detalhes também pelo período de um minuto. Esse processo deve se repetir em ciclos até que se consiga visualizar o objeto em todas as suas nuances.

Passando dessa etapa, o segundo passo é lembrar e reter uma imagem, ou seja, você vai se lembrar de um fato anterior, de cada um dos detalhes que o envolveram. Procure se concentrar nos pormenores do cenário em volta, nas pessoas que estavam ao redor, na expressão facial delas e em toda riqueza de detalhes que conseguir.

No terceiro passo já passa a existir o elemento de criação, o exercício da criatividade que existe dentro de cada um de nós. Vamos usar essa criatividade e inventar uma imagem, colocar nela todos os detalhes possíveis, fixar o cenário, as cores, os objetos e ficar apreciando cada um desses detalhes dentro da imagem como um todo.

Na quarta etapa estaremos incluindo o elemento sensação, vamos imaginar o corpo em bom funcionamento e sentir o que isso nos traz. Imaginemos, por exemplo, uma grande sensação de bem estar e na seqüência vamos sentir o que isso nos proporciona, observemos como nosso corpo reage a essas imaginações, como fica nossa respiração, entre outras coisas. Aqui já estaremos começando a experimentar o que a visualização criativa pode fazer por nós, como nosso corpo responde a esses estímulos.

No último passo da técnica trabalharemos com objetivos e os transformaremos em símbolos; estaremos utilizando o que se conhece como tela mental. Vamos nos imaginar, por exemplo, com saúde ou prosperidade. Que imagem teria a saúde ou a prosperidade para cada um de nós? Note que nesse ponto a imagem é muito subjetiva, vai depender muito da vivência de cada um e de seus valores íntimos. Para um a prosperidade pode significar a realização de diversas viagens, para outro pode ser a aquisição de bens materiais e assim por diante. O importante é que a imagem represente o que se deseja para quem está utilizando a técnica.

Tendo passado pelos cincos passos com sucesso, a visualização criativa deixou de ser aquele terror, aquele bicho de sete cabeças que tanto incomodava, transformando-se em um aliado poderosíssimo da nossa caminhada. Podemos usar esse aliado no auxílio à cura de doenças, no trabalho da auto-estima, na busca de tranqüilidade, de aumento de concentração, na superação de vícios - entre muitas outras coisas - nos tornando assim pessoas melhores, mais realizadas e conseqüentemente mais felizes.

Paz e Luz.

Valter Cichini Jr.
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Chacra Sexual ou Esplênico? Qual o Principal?

Toda pessoa que se lançou sobre os temas bioenergéticos esbarrou, de imediato, no estudo dos chacras*. Uma das primeiras coisas que vemos a respeito do assunto é que existem sete chacras principais e é justamente nesse ponto que surge uma divergência.

Em alguns lugares veremos que os sete chacras principais são o Coronário, Frontal, Laríngeo, Cardíaco, Umbilical, Sexual e Básico** e em outros lugares, ao invés do Sexual teremos o Esplênico.

No Ocidente, quem divulgou mais a questão do chacra do baço ou esplênico foi Charles Webster Leadbeater***. Entretanto, ele tinha vários problemas em relação à sexualidade que podem ter tido origem no fato dele ter sido reverendo. Por esse motivo, ele suprimiu o estudo em cima do chacra sexual (dizia que era um centro perigoso para o desenvolvimento espiritual da pessoa) e colocou em seu lugar o chacra esplênico.

A partir dele, outros autores ocidentais tomaram a mesma postura, esquecendo-se de que o chacra do baixo ventre não é meramente um chacra de ativação da energia sexual, mas também um centro gerador de vida, pois é por sua ação (conjugada com o chacra básico) que o feto é energizado e desenvolve-se e é também o controlador das vias urinárias. Os Orientais não receberam essa mesma repressão sexual proveniente do Cristianismo; desta forma não hesitaram em classificar o chacra sexual como um dos centros de força principais e estudá-lo adequadamente.

É natural que nesse momento o leitor esteja questionando porque o chacra principal é o Sexual, como dizem os orientais e não o Esplênico como dizia Leadbeater e a resposta para essa questão é bem simples. Cada um dos chacras principais está ligado a uma glândula de controle.

O chacra Coronário está ligado à Pineal, o Frontal à Hipófise, o Laríngeo à Tireóide, o Cardíaco ao Timo, o Umbilical ao Pâncreas, o Sexual aos Testículos (homem) ou Ovários (mulher) e o Básico, às glândulas Supra-renais, enquanto o chacra Esplênico está ligado ao Baço, que não é uma glândula.

Não foi à toa que Leadbeater escolheu o chacra Esplênico para substituir o Sexual. Ele tem uma função importante na questão da absorção de vitalidade para o corpo, sendo um repositor energético que ajuda o chacra Cardíaco a distribuir a energia pela circulação do sangue e é através dele que penetra uma parte da energia do ambiente. Bem desenvolvido, favorece a soltura do duplo etérico e, conseqüentemente, o desenvolvimento da mediunidade, bem como a soltura do psicossoma em relação às projeções da consciência.

Nos estudos mais atuais sobre chacras já encontramos os dois sendo classificados e estudados, visando desenvolver um estudo mais completo.

Existem diversas técnicas para desenvolvermos adequadamente nossos chacras e esse desenvolvimento nos propicia um maior equilíbrio energético, repercutindo de maneira positiva em nosso ser como um todo.

* Chacras (do sânscrito: rodas) = Centros de Força. Transformadores de energia sutil do plano espiritual para o físico. Localizados no duplo etérico, interligados por um sistema de nádis (sistema circulatório energético na freqüência do duplo etérico; um verdadeiro para-sistema nervoso interligando chacras e órgãos), e ligados às glândulas endócrinas.

** Esses nomes variam de acordo com a cultura e a linha que está sendo estudada.

*** Leadbeater foi discípulo de Blavatsky, colega de Annie Wood Besant e seu colaborador direto na condução da Sociedade Teosófica nas primeiras três décadas desse nosso século. Ele era um clarividente respeitável e muito competente. Por conta do que via nos planos extrafísicos, escreveu dezenas de livros ("A Clarividência"; "O Que Há Além da Morte"; "O Lado Oculto das Coisas"; "Os Chacras" e outros).

Paz e Luz.

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September 27

Espiritualidade com discernimento

Cresce cada vez mais o número de pessoas que se declaram espiritualistas sem ter uma religião definida. Por um lado isso é bem positivo, pois as pessoas percebem que podem ser religiosas ou ter espiritualidade sem entregar seu discernimento a um líder religioso com um pacote fechado cheio de dogmas. Entretanto, tenho observado também o aumento de um subgrupo que chamo de “esquisotéricos”, uma junção divertida e bem humorada de esquisitos com esotéricos.

Esse subgrupo é composto por pessoas que “engolem” tudo o que lêem e o que lhes dizem, sem o menor discernimento. Fazem a simpatia do amor para amarrar o escolhido aqui, desejam tirar do caminho uma outra pessoa acolá, acendem uma velinha para o grande mestre sagrado não-sei-das-quantas, fazem o ritual do supremo sagrado fulaninho-de-tal e tudo de maneira superficial, por modismo puro, sem entender o que aquilo realmente pode representar e sem vivenciar a rica experiência que isso pode proporcionar.

Ser espiritualista é muito mais que isso; para ser espiritualista é necessário ter o mínimo discernimento, saber separar o que tem de bom do que não presta: o joio do trigo; inclusive, na leitura deste texto deve-se usar o discernimento, com o crivo da razão. 

Não existe o floral “resolve tudo”, o insenso remove-tudo, o elixir me-faça-feliz-instantaneamente ou ainda fórmulas mágicas que resolvam tudo do dia para a noite.

Qualquer caminhada, seja ela qual for, exige discernimento, dedicação e coerência. Essas ferramentas são válidas e nos auxiliam muito no nosso caminho, entretanto, não substituem nossas ações, nossa coerência e nosso discernimento; também precisamos fazer a nossa parte para que essas ferramentas sejam eficientes.

A espiritualidade deve ser um estado de espírito, deve fazer parte do nosso íntimo, deve estar incorporada ao nosso dia-a-dia e em nossas atitudes com tudo o que nos cerca. A atitude espiritualista não é para ser praticada só nos seus momentos de ligação com o Sagrado e sim em todas as nossas ações do dia-a-dia. 

Outra coisa muito importante a se ressaltar é que ser resignado e ter atitude espiritualista não é ser bobo e nem saco de pancada; é necessário ter coerência também neste quesito e saber ser justo com o que ocorre à nossa volta, entendendo que existem horas de aceitar e baixar a cabeça, mas também existem horas de se impor, fazendo-se respeitar, sempre com a flexibilidade necessária, tolerância e sem extremismos.
Tenho um amigo que sempre diz: “Céu e Inferno: cada um carrega o seu dentro do peito”, numa alusão clara que nós produzimos nosso Céu ou nosso Inferno de acordo com nossas atitudes e pensamentos. O sagrado e o profano são atitudes e pensamentos que carregamos e realizamos no dia-a-dia e não algo externo e alheio.

Seja qual for o caminho escolhido a seguir, tenha sempre discernimento para: olhar o que serve e o que não serve; o que é bom e o que não é; e não deixe as coisas serem apenas superficiais. Entenda o mecanismo, o porquê, o significado de toda a simbologia, e aí sim, viva a espiritualidade como ela deve ser vivida.

Paz e Luz.

Valter Cichini Jr.
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September 19

Reikiano, somente um canal?

Este é um assunto que gera grande polêmica entre reikianos, o que não deveria acontecer. Infelizmente não é raro ouvir reikianos dizerem: “Sou só um canal, posso aplicar o Reiki depois de ter bebido ou fumado que não faz diferença alguma.”
 
O reikiano realmente é um canal ou, em outro enfoque, um médium ou ainda um intermediário da energia que ele transmite, não importa o nome dado. Uma boa conduta, uma sintonia adequada são sempre necessárias, tanto para o Reikiano, como para aquele que aplica Johrei, para o médium que aplica o passe dentro de um centro espírita ou para aquela senhora que benze ali na esquina.
 
Fazendo uma analogia, podemos dizer que a caixa d’água e os canos são canais que transportam a água até nossa torneira. Agora deixe de lavar a caixa ou deixe os canos enferrujarem e vá verificar a condição da água após algum tempo. Eles são somente o canal mas se estiverem sujos vão contaminar a água; e esta chegará mas não como estava lá no seu início. A mesma coisa acontece com o reikiano: ele passará a energia mas se ele não estiver bem acabará “contaminando” a energia que se propôs passar.
 
Aquele que se propõe ser um canal do Reiki deve, no mínimo, cuidar muito bem desse canal; isso é uma questão, no mínimo, de ética para com aquilo que se propôs aprender.
 
Outro indício que não deixa dúvidas em relação a essa conduta são os cinco princípios da vida de um reikiano que lhe “pedem” uma conduta equilibrada. Os cinco princípios do Reiki são:
 
1- Não se zangue hoje.
2- Não se preocupe.
3- Expresse sua gratidão.
4- Seja aplicado no seu trabalho.
5- Seja gentil com os outros.
 
Ou também:
 
Somente por hoje não sentirei raiva.
Somente por hoje não irei me preocupar.
Somente por hoje eu darei graças por todas as minhas bênçãos.
Somente por hoje farei meu trabalho honestamente.
Somente por hoje serei mais gentil com os que me cercam e todos os seres vivos.
 
Notem que os dois são escritos de forma diferente, entretanto dizem exatamente a mesma coisa. Eles transmitem uma conduta de vida reta e adequada para que o reikiano leve uma vida equilibrada.
 
Para entender tecnicamente essa questão é necessário abordar a bioenergia que vem nos elucidar sobre a energia cósmica. Ao ser captada e metabolizada pela consciência a energia deixa de ser impessoal e assume as características pessoais da criatura, ou seja, uma pessoa que não estiver bem contamina a energia.
 
Portanto, tenha sempre em mente que existem várias técnicas de transmissão de energia, mas todas elas são realizadas por um ser humano que precisa ter no mínimo ética e coerência para desenvolver um bom trabalho.
 
Paz e Luz.

Valter Cichini Jr.
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September 06

A Bioenergia dos "Trabalhos Feitos"

 
Todos nós conhecemos ou ouvimos alguma história de alguém que foi vítima de “trabalho feito” lançado ou encomendado por um desafeto qualquer. Infelizmente pela nossa condição humana essas coisas ainda ocorrem; também é verdade que vêm diminuindo gradativamente em função da evolução humana, mas ainda ocorrem.

Quando um trabalho dessa natureza é realizado, algumas características energéticas são acionadas e são essas características que vamos focar e não a técnica em si.

Outra coisa importante a frisar é que todo trabalho desse tipo sempre tem a participação de espíritos que se dispõem a realizar essa função. Isso não é feito de graça, eles cobram um "pedágio" para realizar a parte que lhes cabe. A "taxa" mais comum costuma ser uma parte dessa energia para que eles possam fazer o que bem entenderem.

Um fator comum em todos esses trabalhos é o "testemunho". Ele é algo que referencia energeticamente o "alvo" do trabalho, podendo ser um fio de cabelo, um pedaço de unha ou um objeto da pessoa em questão. Quando não se consegue um "testemunho" pode-se fabricar um colocando o nome da pessoa em um papel: este funciona como endereço energético para direcionar a energia até o seu destino.

Um dos trabalhos mais conhecidos é o de costurar a boca do sapo com o "testemunho" dentro dele. Este animal é considerado, por aqueles que realizam esse feitiço, um poderoso captador energético. A grosso modo, o feiticeiro coloca o "testemunho" dentro do sapo e costura a sua boca com o animal ainda vivo e posteriormente o solta. Durante o seu processo de morte é mais que esperado que esse animal entre em agonia, desespero e tenha sensações nada agradáveis. Essas sensações vão interferir na energia que ele já capta por ser uma poderosa "antena psíquica". O "testemunho" aliado ao trabalho realizado pelo feiticeiro e mais os espíritos que manipulam isso direcionam essa energia pesada para aquele que é o alvo.

Um outro trabalho bem popular é o despacho que normalmente é feito à base de energia animal. Pode ser usado um sacrifício animal, terra de cemitério, ossos ou coisas desse gênero, dependendo do tipo de despacho a ser realizado, complementados pela companhia de velas e outros apetrechos específicos. Esses itens contêm forte carga de energia animal e essa energia é direcionada para a vítima.

O boneco de cera é popular nos trabalhos de “vudu”; esse feitiço consiste em montar um boneco de cera, barro ou pano, com o "testemunho", e usar agulhas para espetar nos locais onde estariam órgãos vitais. A intenção desse tipo de trabalho é prejudicar os órgãos em questão e com isso afetar a saúde física do alvo.

Mesmo não sendo dito, o que percebemos é que estes trabalhos são feitos à noite ou em lugares sem luz do sol. O sol tem uma característica muito poderosa que é a de dissolver energias mais densas - por esse motivo é aconselhável colocar nossos colchões e roupas de cama ao sol - por isso que os trabalhos são realizados durante a noite ou em ambientes sem o acesso dele, evitando sua atuação.

Vimos que todos esses trabalhos têm um fundamento e o que pode ocorrer nesse momento é pensarmos: "Estou ferrado!!!" Mas é importante termos ciência de que do mesmo jeito que tem a bioenergia e sintonia atuando de um lado, tem do outro também, ou seja, esse tipo de energia pode até ser direcionada a alguém, mas ela só vai conseguir atuar se o dito alvo estiver na mesma freqüência daquela carga.

Uma analogia bem interessante para exemplificar esse conceito de sintonia é o rádio. Ele está parado em um lugar específico e ao mudarmos o botão da sintonia ele muda a emissora que está pegando, ou seja, todas as ondas das várias emissoras estão no ambiente, mas ele captará a estação de rádio que estiver sintonizada.

Outra coisa importante que devemos notar é que as pessoas que se dispõem a realizar esse tipo de atividade estão exatamente na freqüência desse tipo de trabalho, ou seja, eles acabam sendo os mais vulneráveis e é por isso que geralmente se preocupam tanto em se proteger de alguma forma. 

Como notamos, a maneira mais eficiente de nos protegermos desse tipo de energia é, simplesmente, sermos pessoas melhores, sem nos preocuparmos com a questão de saber se fulano ou beltrano é o responsável por aquele tal trabalho. Esse tipo de curiosidade só serve para nos deixar com raiva de alguém que pode ter feito o tal trabalho e assim “abrir a porta” para que essa energia chegue até nós. Então, simplesmente sejamos pessoas melhores e isso já funcionará como grande proteção contra esses trabalhos.

Paz e Luz.

Valter Cichini Jr.
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